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sábado, 31 de maio de 2014

Quando Jesus Voltará?

Por Norbert Lieth
Tempos finais: a hora de Deus ou coisa de malucos?
[Acontecimentos impressionantes resultam num] caos de "profecias" e previsões sobre a aproximação do tempo do fim. Cristãos também participam dessas especulações, apesar da Bíblia proibi-las:
"Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá" (Mt 24.44).
Ele virá "como ladrão"; é o que está escrito no último livro das Sagradas Escrituras (Ap 3.3). Mas o bom-senso e a razão nos aconselham a pensar no perigo de "um apocalipse encenado por mãos humanas contra a vontade de Deus".
Esse perigo é hoje maior do que no tempo da Guerra Fria, onde o instinto de sobrevivência dos poderosos deste mundo ajudou a evitar um confronto nuclear. Mas esse instinto de autopreservação normalmente não existe para os terroristas religiosamente motivados. Por isso, especialistas em Genebra, Nova Iorque e Haia, em escritórios da ONU e sedes de outras organizações internacionais, acham muito provável que esses fanáticos tentarão tornar realidade o tempo do fim por "se sentirem chamados por Deus".

Longe de ser fantasia
Provavelmente não exista outra preocupação maior do governo dos Estados Unidos e de outros países do que o temor de terroristas virem a apoderar-se de armas químicas ou biológicas de destruição em massa para usá-las contra a população civil, para castigar "a sociedade corrompida" ou para pressionar as autoridades forçando algum tipo de concessão.
"Essa probabilidade cresce a cada dia...", disse um embaixador credenciado na "Organização Para a Proibição de Armas Químicas" (OPCW) em Haia. "Nos tempos da Guerra Fria questionávamos se essas armas seriam utilizadas algum dia. Hoje só nos perguntamos quando isto acontecerá."
Em linguagem clara, isso poderia acontecer da seguinte maneira: em um dia calmo de verão, sem vento, alguém poderia espalhar uma grande quantidade de gás paralisante no horário de maior movimento, em meio a um engarrafamento em Nova Iorque ou em Frankfurt, levando dezenas de milhares de pessoas à morte. Ou, pior ainda: durante a noite um terrorista sobrevoa Washington e despeja cem quilos de "Anthrax" sobre a cidade; seus bacilos multiplicam-se rapidamente nos corpos de pessoas e animais e provocam hemorragias internas mortais em um milhão de pessoas.
Esse cenário não é uma fantasia. Ele é resultado de um estudo do governo dos Estados Unidos. No início de 1999 a revista "Foreign Affairs", o periódico sobre política externa mais conceituado do mundo, trouxe informações a respeito desse assunto. O professor Richard K. Betts, diretor do Instituto para Pesquisa de Guerra e Paz da Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, salientou que um acontecimento desses mudaria radicalmente a sociedade livre: "Imaginemos que uma seita islâmica secreta matasse 100.000 pessoas com uma bomba biológica e ameaçasse repetir o ato até o governo atender suas exigências. Uma reação de pânico do nosso sistema judiciário seria bem plausível em um caso desses. Todos os americanos de origem árabe poderiam ser presos em campos de concentração, como aconteceu depois do início da Segunda Guerra Mundial com os cidadãos americanos de origem japonesa." (Abendland)
Na verdade ninguém, a não ser Deus, sabe quando acontecerá a volta de Jesus. O Senhor enfatizou em Atos 1.7: "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade."
Precisamos distinguir claramente entre fatos, suposições e especulações. É fato que Jesus voltará. A suposição é que Ele virá muito em breve. Mas seria especulação tentar marcar a data da Sua volta.
Em nosso século e em outras épocas muitos já tentaram calcular a data da volta de Jesus. Foram estabelecidas datas bem exatas nas quais deveria acontecer o arrebatamento, mas sem exceção todas as previsões falharam.
Mas apesar de todos estes cálculos errados do passado, muitos cristãos sinceros e estudiosos da Bíblia – sem pretenderem marcar uma determinada data – estão de pleno acordo que nuvens de tempestades se ajuntam no horizonte da história da humanidade. Vivemos hoje em uma sociedade que não pode ser comparada a nenhuma outra anterior à nossa. Em nosso mundo acontecem coisas que apontam de maneira extremamente clara para a iminente volta de Jesus. Ninguém sabe dizer se isto acontecerá hoje, amanhã ou somente daqui a alguns anos. Mas todos os sinais apontam para o último grande alvo da história da humanidade.
O povo judeu está novamente em sua própria terra, onde irá receber primeiramente o anticristo, sendo depois levado ao encontro do Senhor que está voltando. Assim, profecias milenares aguardam seu cumprimento final (Jr 24.6-7). A situação no Oriente Médio se agrava de maneira dramática. Mas o clamor por paz e segurança não se limita apenas ao Oriente Médio, abrangendo o mundo todo (1 Ts 5.3). Vivemos numa época em que é possível destruir o mundo inteiro em apenas uma hora. O cenário apocalíptico em todas as áreas se delineia de maneira cada vez mais evidente e torna-se cada vez mais provável. Está sendo construído um sistema econômico global, uma verdadeira teia, da qual ninguém mais pode escapar, e é possível que esse sistema desabe de uma hora para outra. Atualmente uma crise em qualquer lugar do globo já abala o mundo inteiro (comp. Ap 18.10ss). As catástrofes naturais alcançaram dimensões e freqüências assustadoras, são cada vez mais dramáticas e se sucedem a intervalos sempre menores (Lc 21.25ss). O afastamento de Deus e o distanciamento das verdades bíblicas é tão evidente e cada vez mais atrevido que fica difícil achar uma situação que se compare a ela. Alguém observou: "As pessoas de hoje sabem tão pouco das verdades bíblicas que vivem suas vidas como se Deus não existisse" (comp. 2 Ts 2.3; 2 Tm 3.1ss). Na área do ocultismo, o diabo está solto: nos meios de comunicação, no cinema e na televisão as pessoas são literalmente afundadas no esoterismo e soterradas por filmes de ficção científica. Alexander Soljenitzyn observou: "Os poderes do mal iniciaram sua ofensiva decisiva" (comp. 2 Ts 2.9; 1 Tm 4.1). Ultimamente também o mundo secular (desligado de Deus) tem chegado sempre mais à convicção de que nos aproximamos do fim do mundo. Parece que os sinais dos tempos prenunciam a chegada da noite, e o nosso mundo vê mais "o túnel no fim da luz" do que o inverso. Mas os filhos de Deus não têm motivos para ficar resignados. Ao contrário. Para eles, pela fé, aparece a luz no fim do túnel: Jesus voltará. Lemos em 2 Tessalonicenses 1.10: "quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho)." Até que chegue esse momento, devemos remir o tempo e cumprir nossa tarefa para que mais pessoas sejam ganhas para o Senhor Jesus e para que Sua Igreja seja preparada para quando Ele voltar. Acima de tudo, temos a Palavra Profética, para a qual devemos atentar como uma luz que brilha em lugar tenebroso (2 Pe 1.19)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

“Do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.” (João 16.11)

É comum se imaginar erroneamente, que nosso Senhor Jesus Cristo - notadamente pelo que teve que se humilhar e sofrer em nosso benefício, em Seu ministério terreno - que Ele sempre estivera em algo parecido como um cabo de força com os poderes do inferno, sobretudo com Satanás, e fazendo muito esforço para não ser derrotado por tais poderes opositores.
Não podemos esquecer que Jesus é Deus, junto com o Pai e o Espírito Santo – que Satanás é mera criatura, e ainda por cima decaída e expulsa para sempre da presença de Deus; condenada ao juízo eterno no lago de fogo e enxofre, que já estando julgado aguarda somente a execução da sentença que lhe foi passada pelo tribunal divino.
Tudo o que ele e seus seguidores fazem é por permissão divina.
Ele não pode agir sem que antes peça permissão a Deus, conforme vemos no caso de Jó, e na legião de demônios que foi expulsa do Gadareno por Jesus, que Lhe pediu com grande temor que não lhes enviasse para o abismo de fogo naquela hora, mas que lhes permitisse entrarem nos porcos.
Se há ainda uma batalha espiritual entre Satanás e aqueles que servem a Deus é porque isto estava previsto no Seu plano eterno, visando ao aperfeiçoamento da nossa fé.
Mas chegará o dia em que não haverá mais nenhum combate, porque estaremos aperfeiçoados na glória celestial, enquanto que Satanás, os demônios e todos os espíritos que o seguiam serão sujeitados pelo Senhor a um sofrimento que jamais terá fim.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Não Combatendo nem a Causa, Nem o Efeito

O ponto de partida das teorias naturais (evolução etc) e espiritualistas (ocultismo, Nova Era etc.), políticas (comunismo etc.), dentre outras contrárias à revelação bíblica, e que têm abundado desde a parte final do século XVIII até os nossos dias, se encontra no mesmo desejo comum expressado numa agenda criada por uma elite financeira, que as fomentou para exercer o controle político, econômico, militar, cultural, religioso e financeiro mundial, com vistas à criação de uma Nova Ordem Mundial, baseada num governo único que elimine a cultura judaico-cristã em toda a Terra.
Desta forma, quando se rebate e combate o sub-produto destas intenções e ações primárias como, por exemplo, debater e confrontar o casamento de pessoas do mesmo sexo; a violência, irreverência, rebeldia e prostituição nas artes plásticas, musicais, teatrais, cinematográficas, televisivas e em todas as formas de mídias, se estará combatendo o efeito, e não a causa, portanto, não se obtendo qualquer eficácia com isto, senão contribuindo para uma maior exposição e crescimento destas práticas quando são combatidas.
Esta é a hora das trevas, e apesar de existir um “ai” proferido em forma de duro juízo por Cristo contra os que praticam escândalos, importa que eles venham; porque é por meio deles que as condições se tornarão propícias para que o Anticristo se manifeste, e que seja revelada a real condição dos corações de cada pessoa na presente época: se são por Cristo e se O amam, ou, se são contra Ele e O odeiam.
Está no poder de Deus controlar as condições prevalecentes no mundo. Ele pode deter e restringir o mal, pela atuação do Espírito Santo; ou pode diminuir esta restrição progressivamente, como tem feito e fará nestes últimos dias.
A missão da Igreja é, portanto a de continuar pregando o arrependimento e a salvação pela fé em Cristo Jesus, pela manutenção de um comportamento santo por parte dos que já são cristãos.
Não lhe compete tentar criar um mundo melhor, por ações políticas ou de qualquer outra natureza voltadas para reformar a sociedade com um todo, até mesmo porque isto será possível somente, quando o próprio Cristo voltar em poder e grande glória, para que Ele julgue com justiça e desarraigue o ímpio da Terra.
Enquanto O aguardamos, é nosso dever amar os nossos semelhantes e lhes anunciar o perdão que está sendo oferecido gratuitamente por Deus, com base no sacrifício que Jesus fez em nosso lugar, carregando sobre Si a nossa culpa.
Se alguém pretende reformar o mundo, que o faça não com o nome de cristão, mas como cidadão, porque o reino de Cristo não é deste mundo, e não será manifestado em sua glória final pela força das armas, ou por ações e argumentos políticos.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Verdadeiro Propósito da Vida

 Por A. B. Simpson
 Perder a Vida
"Que aproveita ao homem, se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8.36)
 É reconhecido pelos estudiosos que a palavra "alma", aqui significa vida. Mas, a vida de que o Senhor estava falando era muito mais do que a mera existência animal.
O próprio Senhor nos ensinou que "a vida é mais do que a carne", e que "a vida de um homem não consiste na abundância das coisas que possui."
Vida significa todas as possibilidades do destino humano, tanto para esta vida e a que está por vir. É possível perder a vida neste grande e importante sentido.
É possível perder todas as coisas altas e gloriosas, para as quais a existência nos foi dada, e ser lançado fora, como um acidente medonho, às margens do desespero, enquanto as ondas selvagens murmuram sobre a ruína lamentável, "Seria melhor para tal homem, se ele nunca tivesse nascido."
Melhor que todos os navios, de todos os mares fossem destruídos; melhor que algumas esplêndidas cidades afundassem em um terremoto; melhor que o próprio mundo fosse dissolvido em um cataclismo terrestre, do que uma alma imortal ser perdida.
A Palavra de Deus é repleta de algumas frases chocantes, e figuras que fazem alusão a tais catástrofes.
Quando Jesus falou dos homens, Ele disse que eles estavam perdidos. Quando Ele revelou o Pai de amor, em enviar seu Filho foi para que eles não perecessem. Este texto termina com uma terrível expressão, “alguém lançado fora”, e o coração mais amoroso que jamais pulsou, disse de tal homem que; "melhor seria que ele nunca tivesse nascido."
A palavra grega para pecado significa literalmente errar o alvo. É a imagem de uma vida perdida, uma alma que perdeu o caminho, que fez um naufrágio da existência, perverteu seus poderes, abusou de suas oportunidades, e irremediável e eternamente pereceu.
Mas, as palavras de nosso Mestre sugerem que ninguém pode destruir, finalmente, a alma humana, senão o próprio homem.
O pecado, mesmo o pecado imperdoável é um ato de obstinação e imprudência em desprezar toda a contenção do amor divino e a graça, e as almas arruinadas devem reconhecer para sempre, que elas se perderam e foram culpadas de suicídio espiritual e eterno.
O grande perigo de homens e mulheres é que não percebem o caráter sagrado e solene da vida. Eles a tratam como uma agradável e contínua férias, em vez de uma grande provação e uma oportunidade suprema.
Oh, que Deus possa impressionar em cada leitor destas linhas, a solenidade de ter apenas uma vida para viver, e uma vida repleta de todas as possibilidades de alegria sem fim ou miséria.
"Não temos muitas vidas, mas apenas uma.
Uma somente uma,
Quão precioso seria que esta única vida sempre esteja,
Naquele caminho estreito."
Mas, nosso texto sugere uma segunda pergunta, que lança a luz da esperança sobre a obscurecida visão do perigo humano e do pecado.
"O que dará o homem em troca da sua vida?"
Se ele a perdeu há algum resgate pelo qual possa ser recuperada?
O Mestre deu Sua vida para responder a essa tremenda questão. Nossa vida foi perdida, mas fomos redimidos, não com coisas corruptíveis, mas com o precioso sangue de Cristo. E agora, Ele nos dá de volta a nossa vida perdida e, com ela Sua graça, para manter esse dever sagrado de nunca mais tornar a perdê-la.
John Newton, da Inglaterra, quando um marinheiro ímpio foi levado a Cristo por um terrível sonho disse: Certa noite, quando ele balançava em sua cama no Mar Adriático, após um dia de bebedeira e deboche, ele sonhou que estava de pé sobre o convés de seu navio, segurando em sua mão um lindo anel de inestimável valor. De repente, uma forma de demônio apareceu diante dele, e o desafiou a cair no mar. Imprudentemente ele aceitou o desafio e jogou fora sua jóia de valor inestimável.
E, o diabo dançou de alegria e disse-lhe, que ele tinha perdido sua alma, enquanto ao longo de todo o Adriático as montanhas ficaram escabrosas, com chamas relampejantes que pressagiavam o julgamento que ele tinha acabado de desafiar. Ele estava cheio de consternação e desespero.
De repente, o Senhor Jesus estava ao seu lado e lhe perguntou, se ele queria seu precioso tesouro restaurado. Ele pediu ansiosamente a Sua ajuda e misericórdia.
O Salvador mergulhou no mar selvagem e tempestuoso, e finalmente emergiu e atingiu o convés, segurando em Sua mão a jóia preciosa, mas trazendo em Seu rosto os traços de agonia e sofrimento.
John Newton lançou-se a Seus pés e estendeu a mão para o precioso anel. Mas o Mestre o manteve em Sua própria mão, e lhe disse:
- "Você jogou fora a sua alma uma vez, e com um custo infinito Eu te remi. Eu não vou confiá-la mais uma vez à sua guarda, mas irei proteger seu tesouro para você, e ele estará esperando por você à porta do céu."
O marinheiro inglês acordou do seu sonho para dar sua vida a Deus e viver para a salvação de seus semelhantes. Assim, temos sido perdidos e salvos.
Vamos confiar nEle para guardar aquilo que temos entregue à Sua confiança, pois é poderoso e fiel para guardar o nosso depósito até aquele Dia.
 Texto traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Salvação Sem Jesus Cristo

A permissão para tradução e disponibilização desta série de artigos foi gentilmente cedida por Ephesians 5-11.org.
"E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as." [Efésios 5:11]
 A Loja Maçônica afirma ser uma organização fraternal e nega que a Maçonaria seja uma religião. Todavia, ensina um plano de salvação que não requer fé em Jesus Cristo. Se você é um mestre maçom, sabe que isso é verdade, pois participou de rituais maçônicos que ensinam salvação sem Jesus e provavelmente já assistiu outros serem conduzidos pelos mesmos rituais.

O Que o Ritual Ensina Sobre a Salvação?
No grau Aprendiz, o Mestre Venerável pergunta, "Que cobertura tem a loja?" O Administrador Sênior responde:
"Um dossel de nuvens ou um céu estrelado ao qual todos os bons maçons esperam chegar no fim..."
Durante o grau Mestre Maçom, o Venerável pergunta, "Qual é o significado dos três degraus normalmente delineados no Carpete do Mestre? A seguinte resposta é dada pelo Administrador Sênior:
"Como Companheiros, devemos aplicar nosso conhecimento ao cumprimento de nossos respectivos deveres a Deus, ao nosso próximo, e a nós mesmos; para que, no tempo devido, como Mestres Maçons, possamos desfrutar as bem-aventuradas reflexões decorrentes de uma vida bem-vivida e morrer na esperança de uma gloriosa imortalidade."

Quando você retratou Hirão-Abi, o Mestre Venerável fez uma oração imediatamente antes de você (como Hirão-Abi) ser "ressuscitado" dos mortos. A oração dele terminou com estas palavras:
"Assim, Senhor! Tenha compaixão dos filhos da tua criação; conforta-os nos dias de adversidade, e salva-os com uma eterna salvação. Amém."

No encerramento da lenda do Terceiro Grau, o Administrador Sênior diz:
"Finalmente, meus irmãos, imitemos nosso Grande Mestre, Hirão-Abi, em sua virtuosa conduta, sua genuína piedade a Deus, e sua inflexível fidelidade ao que lhe estava confiado; para que, como ele possamos dar as boas-vindas ao severo tirano, a Morte, e recebê-la como um gentil mensageiro do nosso Supremo Grande Mestre, para nos transportar desta imperfeita para a toda perfeita, gloriosa e celestial Loja lá em cima, onde o Supremo Arquiteto do Universo preside."
A explicação a seguir do significado da Lenda do Terceiro Grau encontra-se na página 96 do Manual of the Lodge [Manual da Loja], de Albert Mackey:
"Era o único objeto de todos os ritos e mistérios antigos praticados no seio das trevas pagãs... ensinar a imortalidade da alma. Esse ainda é o principal propósito do terceiro grau da Maçonaria. Esse é o escopo e objetivo do seu ritual. O Mestre Maçom representa o homem, quando jovem, quando adulto, quando velho, e a vida passou como sombras efêmeras, porém ressuscitado do túmulo da iniquidade, e despertado para outra e melhor existência. Por sua lenda e por todo seu ritual, é implícito que fomos redimidos da morte do pecado e o sepulcro da poluição... e a conclusão a qual chegamos é, que a juventude, adequadamente orientada, leva a uma maturidade honrosa e virtuosa, e que a vida do homem adulto, regulada pela moralidade, fé e justiça, será recompensada na hora do seu encerramento pela visão da felicidade eterna... o Mestre Maçom representa um homem salvo do túmulo da iniquidade, e ressuscitado para a fé da salvação."
A Maçonaria ensina que os Mestres Maçons, como um grupo, podem morrer na esperança de uma gloriosa imortalidade, que representam aqueles ressuscitados do túmulo da iniquidade e que foram redimidos da morte do pecado. A Maçonaria está ensinando que os Mestres Maçons têm a salvação!

 A Bíblia Sagrada Explica o Plano de Deus da Salvação
Jesus Cristo é o único caminho para a salvação. O apóstolo Pedro disse:
"Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." [Atos 4:10-12].
João registrou as solenes palavras de Jesus Cristo:
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." [João 14:6].

O grupo de homens conhecidos como Mestres Maçons inclui hindus, muçulmanos, budistas, homens que professam serem cristãos e homens que não tem outra religião além da Maçonaria. Os hindus, muçulmanos, e budistas todos rejeitam a divindade de Jesus Cristo e o rejeitam como Salvador e Redentor de toda a humanidade. Como a Maçonaria está ensinando que os Mestres Maçons, como um grupo, podem morrer na esperança de uma gloriosa imortalidade, que representam aqueles ressuscitados do túmulo da iniquidade e que foram redimidos da morte do pecado, está ensinando um evangelho de salvação que não requer a fé em Jesus Cristo.

A Penalidade Por Promover um Falso Evangelho: Condenação
Paulo, um dos apóstolos de Jesus Cristo, disse:
"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." [Gálatas 1:8].
A Loja Maçônica está promovendo a fé em outro evangelho que condenará os homens a uma eternidade no inferno. Os outros homens na loja compreendem o que os rituais maçônicos ensinam. Poucos deles compreendem o evangelho de Jesus Cristo. Muitos engoliram a mentira maçônica e acreditam que possam receber a salvação por meio da Maçonaria. Eles não conhecem a Jesus Cristo e não veem necessidade de se tornarem cristãos. Afinal, o que mais Jesus Cristo poderia lhes oferecer? Eles observaram você sentar-se em silenciosa concordância enquanto o ritual maçônico, que ensina salvação sem Jesus Cristo, é encenado. Qualquer credibilidade que você pode ter tido como cristão, "seu testemunho", foi severamente prejudicado — se não totalmente destruído — pela sua silenciosa participação. [Como diz o ditado, "Quem cala, consente."] Se o plano da loja de salvação não fosse verdadeiro, você, como cristão, teria feito oposição, não teria? Certamente não estaria participando dele há vários anos e tampouco estaria encorajando outros homens a participar.
Na igreja do primeiro século, alguns imaginavam que podiam ser cristãos e continuar participando nas religiões pagãs. Paulo falou claramente sobre essa questão na sua carta aos coríntios:
"Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?"
[1 Coríntios 10:20-22].
Qualquer religião que não seja o judaísmo ou o cristianismo é pagã. A Maçonaria oferece um plano de salvação sem Jesus Cristo. Portanto, é uma religião não-cristã. Como a Maçonaria também não é judaísmo, é claramente uma forma de paganismo. As Escrituras são bem claras sobre o assunto da participação do cristão no paganismo. O cristão simplesmente não pode participar no paganismo. Se você consegue participar no paganismo da Maçonaria após ter essas questões levadas ao seu conhecimento, então é óbvio que não tem a intenção de seguir a Cristo.
É possível que você não tenha compreendido o alcance total de como tem negado a Jesus Cristo. Ele disse:
"Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus." [Mateus 10:33].
O Senhor Jesus Cristo está disposto a perdoá-lo. Na verdade, ele deseja perdoá-lo. No entanto, o perdão dele depende do seu arrependimento e confissão. Você precisa renunciar à Maçonaria. Paulo escreveu:
"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus." [2 Coríntios 6:14-7:1].

Pode um homem ser cristão e ao mesmo tempo associar-se com outro grupo que oferece salvação sem Jesus Cristo? O que Jesus Cristo diria? A opinião de quem mais realmente importa?
Visite o site Ephesians 5-11 em http://www.ephesians5-11.org/ 
Data da publicação: 15/9/2001
Patrocinado por: S. F. F. C. — Vargem Grande Paulista / SP
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/ef511-b.asp

domingo, 25 de maio de 2014

Antes do Último Dilúvio

 Por Norbert Lieth
Sabemos que não haverá mais um Dilúvio para submergir toda a terra (Gn 8.21-22; Gn 9.11,15). Isso, porém, não significa que não virá um juízo global no futuro. Haverá, sim, outro “dilúvio”, um terrível apocalipse de alcance mundial.
No Novo Testamento encontramos referências ao tempo de Noé: Mateus 24.37-39, Lucas 3.36 e 17.26-27, Hebreus 11.7, 1 Pedro 3.20, 2 Pedro 2.15 e 3.5-7. Além dessas, existem menções extra-bíblicas desse acontecimento: “O Dilúvio mundial dos tempos de Noé encontra paralelos em mais de 40 culturas, que não dispunham da Bíblia”.[1] A P.M. Perspective (uma revista científica alemã) escreveu recentemente acerca da possibilidade de um Dilúvio histórico: “De fato: em um processo judicial baseado em indícios, possivelmente as provas seriam suficientes [para confirmar o relato bíblico].”[2]

Chama a atenção:
1. O mundo do tempo de Noé não sucumbiu por causa da poluição ambiental ou pelo aquecimento global, mas devido à maldade da humanidade, que havia renunciado a Deus. Os tempos finais também serão caracterizados pela rejeição a Deus por parte da maioria das pessoas.
2. As declarações sobre o fim dos tempos conectam diretamente o tempo de Noé (Dilúvio) com o tempo de Ló (Sodoma e Gomorra) (Lc 17.26-29; 2 Pe 2.4-9; comp. Jd 6-7). Não devemos perder de vista essa conexão.
3. Os dois eventos (Dilúvio e juízo de fogo) foram transcritos para a posteridade explicitamente como exemplos de alerta. Pedro enfatiza esse aspecto (2 Pe 2.6) e Judas também o faz (Jd 6-7). Isso significa que, nos tempos finais, teremos uma situação semelhante à daquela época. Os últimos tempos serão dominados por poderes espirituais como foram os tempos de Noé e Ló: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.37).
4. Penso que tanto Noé como Ló não apontavam acusadoramente para sua geração nem sentiam satisfação ou desejo de vingança, mas comunicaram de forma convicta e amorosa a mensagem de Deus às pessoas ao seu redor, falando do juízo que se aproximava:
– Noé, seu nome significa “pregador da justiça” (2 Pe 2.5) e não “pregador da vingança”.
– Ló sentia-se “afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados”. Ele atormentava a sua alma justa. Implorava que seus contemporâneos se voltassem para Deus (2 Pe 2.7-8; Gn 19.14).
Tanto Noé como Ló não apontavam acusadoramente para sua geração nem sentiam satisfação ou desejo de vingança, mas comunicaram de forma convicta e amorosa a mensagem de Deus às pessoas ao seu redor, falando do juízo que se aproximava.
A Igreja de Jesus não se compraz com a impiedade, mas também não reage com dureza, com desamor ou ameaças, que têm sua origem em uma religiosidade impiedosa e legalista. A Igreja sofre, se atormenta, derrama lágrimas. Ela suporta dores e sente muito quando vê o mal acontecendo, e então suplica e intercede pela salvação dos perdidos – como fazia Ló (Gn 19.7-14).
5. O fato de o mundo de antes de Noé ser chamado de “o mundo daquele tempo” (2 Pe 3.5-7) significa que hoje nos encaminhamos para uma segunda terra e um segundo céu. Hoje nossa terra tem características diferentes das que tinha antes do Dilúvio.
Existe a terra de antes do Dilúvio (a primeira), a terra de depois do Dilúvio (a segunda, atual), e futuramente haverá um novo céu e uma nova terra (os terceiros). Conforme 2 Coríntios 12.2-4, o apóstolo Paulo foi arrebatado até o terceiro céu, ao paraíso. Por isso, falamos sempre, de forma automática, de três esferas celestiais: (1) o céu das nuvens; (2) o Universo, e (3) o céu onde Deus habita. Mas isso é obrigatoriamente assim? Talvez, ao referir-se ao terceiro céu, ao paraíso, Paulo estava simplesmente falando do terceiro céu na seqüência: (1) pré-diluviano, (2) pós-diluviano, e (3) futuro (o novo céu que nos espera).
O juízo por meio da água no princípio da história da humanidade é uma imagem do juízo futuro por meio do fogo no final da história da humanidade (2 Pe 3.5-7).

O exemplo de Noé no começo dos tempos
 O mal passa a ser encarado como perfeitamente bom e normal.
“Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes nasceram filhas, vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram. Então, disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos. Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antigüidade” (Gn 6.1-4).
Aqui, os filhos de Deus, não são homens, mas anjos (veja Jó 1.6; Sl 29.1; Sl 89.7). Os homens (v.1) tiveram filhas – portanto, filhas humanas –, e a elas vieram os “filhos de Deus” (v.2). A diferença entre “filhos de Deus” e “filhas dos homens” é ressaltada claramente. Se a expressão “filhos de Deus” se referisse a homens, teria de estar escrito “filhos dos homens”, assim como o texto fala das “filhas dos homens”. Pessoas são chamadas de filhos dos homens (Sl 62.9). Por exemplo, Ezequiel e Daniel são chamados de “filho do homem” (Ez 2.1; Dn 8.17). O Senhor Jesus Cristo foi ambos: Filho de Deus, título que acentua Sua divindade, e Filho do Homem, que atesta sua vinda como homem através de Maria (Mt 8.20,29).
Judas também deixa evidente que a designação “filhos de Deus” não diz respeito a pessoas, mas a anjos caídos: “e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia” (Jd 6; comp. 2 Pe 2.4-5; Jó 1.6; 1 Rs 22.19-23).
Em Gênesis 6.4 está escrito: “...naquele tempo havia gigantes (“nephilim”) na terra ...estes foram valentes, varões de renome, na antigüidade.” A palavra hebraica “nephilim”, traduzida por “gigantes” tem um significado bastante interessante: quer dizer gigantes, heróis, celebridades. Isso indica pessoas que têm influência, e a palavra deriva de uma raiz que significa “cair”. São os “caídos” que levam outros a cair; dominadores, controlados por demônios, que caem e levam outros consigo.
Observemos nosso mundo: grandes personalidades enganadas, celebridades seduzidas, no meio financeiro, nos negócios, na indústria do entretenimento e na política levam nossa sociedade à queda. E aos olhos de muitos desses “gigantes” os cristãos fiéis à Bíblia parecem representar um perigo maior que organizações criminosas.
A época de Noé era um tempo extraordinariamente marcado por domínio demoníaco. E no tempo de Noé também havia oposição veemente contra a ação do Espírito Santo. Tudo era tolerado, tudo era permitido, as mentes eram liberais e abertas para tudo, menos para o que vinha do Espírito Santo, que era rejeitado.
Coisas que há poucas décadas ainda eram tabus, ou rejeitadas por serem perversas estão onipresentes na cena cotidiana e completamente integradas na vida da sociedade. Elas já se tornaram tão comuns que aqueles que se manifestam contrários são condenados e considerados anormais.
“Então, disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos” (Gn 6.3).
A era anterior ao Dilúvio foi caracterizada por uma marcante ação do Espírito Santo e menos por ordenanças da Lei. Foi uma era de extraordinária graça, da qual as pessoas abusaram impiedosamente. Elas resistiam ao Espírito Santo de Jesus, que já pregava àquele mundo através da pessoa e das palavras de Noé (1 Pe 3.18-20). E agora, em Gênesis 6.3, Deus está dizendo que, depois de 120 anos, a graça iria ser suspensa, retirando-se e dando lugar ao juízo.
Um cenário semelhante se repetirá logo antes do “dilúvio apocalíptico”. O Espírito Santo, que hoje ainda atua através da graça, conforme 2 Tessalonicenses 2.6-7 será retirado juntamente com a Igreja de Jesus antes do juízo, para que este se abata sobre a humanidade. Isso indica que esta era que antecede esse “dilúvio apocalíptico” se encerrará da mesma forma que a era anterior ao Dilúvio no passado. Arnold Fruchtenbaum explica: “Os dias de Noé são um tempo comparável aos dias que antecederão o Arrebatamento”.[3]
A geração de Noé chegou a um ponto em que o mal e tudo o que era injusto e pecaminoso dominava o dia-a-dia como estilo de vida normal. Os valores haviam sido invertidos. O mal foi elevado à posição de bem, de útil, enquanto o bem, que o Espírito Santo queria produzir, passou a ser declarado como mal e era rejeitado. “Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra” (Gn 6.12; comp. v.5).
Diariamente observamos que nosso tempo é dominado por forças demoníacas (nos filmes, na religião, através da Nova Era, do esoterismo, da Teoria da Evolução, pelo surgimento de novos deuses...), e percebemos que o povo se volta contra a Palavra de Deus e se opõe à ação do Espírito Santo. O mal passa a ser encarado como perfeitamente bom e normal. Coisas que há poucas décadas ainda eram tabus ou rejeitadas por serem perversas estão onipresentes na cena cotidiana e completamente integradas na vida da sociedade. Elas já se tornaram tão comuns que aqueles que se manifestam contrários são condenados e considerados anormais.
Ao analisarmos o tempo de Noé, fica evidente que o pecado se avoluma até a corrupção total (Gn 6.5,12) e que existe um amadurecimento para juízo, quando a medida da iniqüidade estará cheia (Gn 15.16; 13.13; 18.20; Jd 7). Esse é o caso quando a lei de Deus não apenas é quebrada (no sentido de não ser obedecida), mas rompida completamente (rejeitada radicalmente e declarada nula).
Pregações bíblicas e citações bíblicas são rejeitadas como absurdas, ridicularizadas e sujeitas a zombaria. As leis estão sendo distorcidas a ponto de se tornarem cada vez mais fácil acusar o cristianismo decidido.

Os exemplos a seguir são sintomáticos dessa tendência:
Na Igreja Luterana dos EUA decidiu-se no ano passado que o ministério pastoral poderá ser exercido por pessoas que vivem em relações homossexuais. Essa regulamentação deverá entrar em vigor em 2010. Uma pastora declarou a respeito: “Creio que fomos além do que Deus permite”. A ironia foi que uma tempestade derrubou a cruz da torre da igreja luterana central onde estava sendo tomada essa decisão.[4]
Na Holanda existe uma banda chamada “Devil’s Blood” (“Sangue do Diabo”). Em seus shows os integrantes derramam 20 litros de sangue de porco no palco. Um deles declarou: “O sangue de animais é, para nós, a possibilidade de levar a morte até o palco e para nos tornarmos menos humanos. Um caminho para fazer desaparecer nossa própria identidade e nossa personalidade, para sermos espíritos...”.[5]
Um grupo esotérico alemão chamado “Obreiros da Luz” é extremamente ocultista e busca o contato com o além para liberar energias ocultas. Os “obreiros” esperam “uma luz nova e consciente que adentrará esta existência pela primeira vez”. Essa luz traria paz e cura para o mundo e conduziria a humanidade “à mudança global, impulsionando-a no caminho de volta para a Unidade”. Um dissidente que abandonou essa seita, advertiu seriamente em seu site na internet a respeito do grupo: os auto-intitulados “obreiros da luz” são médiuns de “pretensos anjos, entes de luz ou irmãos de luz extra-terrenos”. Eles representam a porta de entrada ideal para forças ocultas. [6]
Enquanto isso, pregações bíblicas e citações bíblicas são rejeitadas como absurdas, ridicularizadas, e sujeitas a zombaria. As leis estão sendo distorcidas, a ponto de se tornar cada vez mais fácil acusar o cristianismo decidido. Hoje chegamos ao ponto de quase precisarmos nos envergonhar ao apenas mencionarmos que Deus vai julgar os impuros e adúlteros (Hb 13.4). Quando proclamamos essas verdades atualmente, tornamo-nos ridículos aos olhos do mundo. Isso não cabe mais na nossa sociedade, pois é “antiquado”. Mas é justamente nisso que reconhecemos o quanto nosso tempo é igual ao tempo de Noé!

O exemplo de Noé no meio dos tempos
Aproximadamente 2.500 anos depois do Dilúvio veio o Salvador, a arca da salvação eterna. Aquele em cujo Espírito Noé agira (1 Pe 3.18-20) veio em carne e sangue. Mesmo estando o amor de Deus presente no mundo através da Pessoa de Jesus – a graça, o perdão, a misericórdia e justiça plenas –, o próprio Jesus já teve de anunciar o juízo do fim dos tempos. Ele usou o tempo de Noé e de Ló como exemplos do tempo antes de Sua volta: “Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.26-30).

Algumas coisas chamam nossa atenção nessas palavras de Jesus:
1. A conexão estreita entre a história de Noé e a história de Ló. Portanto, os tempos finais são muito semelhantes tanto ao tempo de Noé como ao tempo de Ló.
2. A despreocupação das pessoas daquela época com as coisas espirituais. “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã; soberba, fartura de pão e próspera tranqüilidade...” (Ez 16.49). A vida social girava unicamente em torno das coisas da vida terrena. O centro era o bem-estar e o conforto de cada um. Em palavras de hoje, diríamos que as preocupações são o clima, a alimentação, vitaminas, saúde, dicas para viver bem, conselhos sobre finanças, etc. A preocupação daquela época eram as coisas seculares, não as celestiais; as temporais, não as eternas; as mundanas, não as espirituais.

A saúde tem se tornado uma poderosa religião contemporânea.
A saúde, por exemplo, tem se tornado uma poderosa religião contemporânea. “O anseio por saúde tem adquirido cada vez mais os traços de uma religião. Essa é a opinião do médico e teólogo Manfred Lütz (de Colônia, na Alemanha). (...) Muitos ‘correm pelas florestas e comem grãos para acabar morrendo saudáveis’, afirmou Lutz durante uma palestra. Onde havia catedrais, erguem-se agora academias de ginástica. A religião da saúde seria a mais poderosa de todos os tempos e apresentaria marcas de totalitarismo. Lütz disse: ‘Enquanto se pode fazer qualquer brincadeira acerca de Jesus, não se pode fazê-lo quando o assunto é saúde’. Além disso, ela seria mais cara do que todas as outras religiões. (...) A mania da vida saudável já teria alcançado grande parte das igrejas, disse o autor de diversos best-sellers (...) ‘Enquanto no passado se jejuava para se privar do alimento, hoje se jejua para se chegar bem tarde, e bem saudável, ao céu’. A saúde seria um grande bem para os cristãos, mas ‘não o bem supremo’, segundo Lütz. Ao invés de viver prevenindo doenças, os cristãos deveriam gozar cada novo dia como um presente divino”.[7]
Como são modernas as palavras de Jesus! Abri o jornal e selecionei alguns títulos da programação da TV. Essa lista demonstra o quanto são atuais as palavras de Jesus acerca dos tempos finais. Hoje estamos vivendo exatamente dentro daquilo que foi dito acerca dos tempos de Noé e de Ló. E ainda existe quem tenha a coragem de dizer que a Bíblia está ultrapassada! Fiquei impressionado com a quantidade de programas sobre preparo de receitas, alimentação saudável e saúde. A passagem bíblica que diz que as pessoas da época de Noé e Ló “compravam, vendiam, plantavam e edificavam” tem seu pleno cumprimento nos nossos dias – o que comprovei lendo os títulos dos programas oferecidos na área de finanças e comércio. Outra característica dos tempos passados que se repete hoje é a de que “casavam e davam-se em casamento”. Programas de namoro, casamentos, descasamentos, novos relacionamentos – a vida privada ocupa o centro das atenções. Mas isso não é tudo. A declaração de Jesus “casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que...”, dá o que pensar! Buscar um parceiro pela internet ou através de agências de casamento virou moda. “Por razões que não cabem aqui, parece que hoje ninguém mais conhece alguém na rotina da vida diária. Por isso, florescem as agências de namoro, de preferência protegidas pela anonimidade da internet”.[8]
A maior parte do que acabamos de listar não é pecado. Mas quando Deus é excluído e quando a salvação em Jesus é rejeitada, quando o homem é movido apenas pelo que é temporal, então tudo isso passa a ser um sinal dos tempos finais.
“Deixe-nos em paz” foi a reação do povo daquela época, e é o que se ouve também hoje. “Deixem-me em paz com esse assunto de apocalipse”, “Vocês são muito catastrofistas!”, “Vocês só querem atrapalhar a minha vida”, “Vocês são fanáticos religiosos”, “Vocês são tão negativos, os desmancha-prazeres da sociedade”. Mas por que a taxa de suicídios e as tragédias aumentam tanto? Por que as clínicas psiquiátricas estão lotadas? Por que nunca houve tanta necessidade de remédios controlados como nos últimos anos? Por que a insatisfação, o medo e a insegurança pairam sobre nossa sociedade como uma névoa escura, uma vez que tudo seria tão bom sem Jesus?
3. Nas épocas de Noé e Ló vemos que não era a multidão que estava com a razão. A maioria de então estava errada, e a minoria (Noé e Ló) é que estava certa. No final, Deus terá razão, Sua Palavra será decisiva – não a opinião da maioria, que diz: “Mas todo mundo faz isso! Isso deve ser correto, já que todos o fazem! É o que a mídia diz...”.
Você sabe qual foi a última afirmação do Senhor Jesus antes de começar a falar do tempo de Noé? “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus; nem o Filho, senão o Pai. Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.35-37).
A Palavra de Deus é garantida e irrevogável. Mesmo que ninguém saiba o dia ou a hora, temos um ponto de referência na semelhança entre a nossa época e o tempo de Noé.

O exemplo de Noé para os tempos finais
Encontramo-nos diante do último dilúvio de juízos apocalípticos. O fogo do juízo divino virá. Ajudamos a construir a “arca” da Igreja? Alertamos para o que está por vir?
Nosso tempo está diante de um novo dilúvio, não de água mas o dilúvio do Apocalipse, dos juízos dos selos, das trombetas e dos flagelos. Então os céus e a terra serão novamente abalados (comp. Ap 16.20-21). E após esses juízos catastróficos, haverá um novo céu e uma nova terra, nos quais habita justiça (2 Pe 3.13; Ap 21).
O tempo de Noé e Ló mostra-nos que o Arrebatamento está próximo. Noé é chamado por Pedro de “pregador da justiça”, enquanto Ló é chamado apenas de “justo” (2 Pe 5.7). Essa diferença tem algum significado à luz da profecia?
Noé, o pregador da justiça, teve de passar pelo juízo, mas foi protegido em meio a ele. Essa é uma ilustração de Israel. Foi Israel quem proclamou a justiça em Jesus a nós (Rm 9.4-5).
Ló é chamado de “o justo”. Ele foi poupado do juízo, salvo antes da destruição. Representa figuradamente a Igreja. Tornamo-nos justos pela proclamação da justiça por Israel (simbolizado por Noé). Como Ló, porém, a Igreja vive no meio de um mundo cheio de injustiça, mas ela crê e será salva antes do juízo (2 Pe 2.7-9). Assim como Deus salvou o justo Ló, também pode livrar da provação todos os que O temem.
Ló foi salvo sendo tirado do lugar da tentação e da provação ao ser literalmente arrancado de Sodoma (Gn 19.16-17,22). Da mesma forma, a Igreja será salva do lugar da tentação, salva deste mundo, ao ser arrebatada antes do dilúvio apocalíptico. Pois, se apenas os injustos serão preservados para o dia do juízo, então obrigatoriamente os justos serão livrados de passar por esse dia (1 Ts 5.1-10).
Encontramo-nos diante do último dilúvio de juízos apocalípticos. O fogo do juízo divino virá. Somos como Noé, pregadores da justiça? Somos tementes a Deus como ele? Somos obedientes como ele era? Fazemos tudo o que podemos para transmitir à nossa geração a justiça que tem valor diante de Deus? Ajudamos a construir a “arca” da Igreja? Alertamos para o que está por vir?

Notas:
Das 1. Buch Mose (O Livro de Gênesis), Arnold Fruchtenbaum, CMD, p. 209
P.M.Perspektive, 4/2009, p. 25.
O Livro de Gênesis, p. 141.
Idea-Spektrum, 36/2009.
Topic, 10/2009.
Topic, 9/2009.
Topic, 9/2009, p.6.

Prisma, 42/2009, p.5.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Nicolaítas Modernos

Na mensagem do Senhor dirigida à Igreja de Éfeso, lemos:
“Apo 2:6 Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.”
E na mensagem dirigida à Igreja de Pérgamo:
“Apo 2:15 Outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas.
Apo 2:16 Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.”

Éfeso rejeitava os nicolaítas, mas um segmento de Pérgamo lhes dava acolhida.  Então Jesus elogiou a primeira e repreendeu a segunda.
A palavra grega nicolaíta é uma palavra composta de:
nikh = vitória (no sentido de exercer domínio)
laos= um povo peculiar (no caso os cristãos)
Portanto, o nome composto por estas duas palavras tem o sentido de "vitória sobre o povo" ou "os que exercem domínio sobre o povo".
Os nicolaítas então contrariam a ordem expressa de Cristo, especialmente aos pastores de sua Igreja para não exercerem domínio sobre os crentes à maneira dos governantes do mundo (Marcos 10.42-45); ordem esta reafirmada por Pedro em sua primeira epistola, capítulo 5 versículos 1 a 3.   
Jesus instituiu ministérios de liderança para a condução da Igreja (apóstolos, pastores, profetas, mestres, evangelistas), mas também prescreveu o modo como esta condução deveria ser realizada.
Isto tem uma razão principal muito importante,  quando Ele declara que odeia as obras dos nicolaítas, ou seja, estes que exercem domínio sobre os crentes, uma vez que os impede de funcionarem como Igreja, em harmonia com os seus líderes, pois na multidão de conselheiros é que reside a sabedoria, e isto seria também uma forma de prevenir o desvio doutrinário pela apostasia de um único dirigente, ou grupo que se nomeasse como tal.
Nós vemos a Igreja sempre sendo ouvida e participando de todas as decisões importantes na Igreja Primitiva (como em Atos 6 e 15).
Diótrefes, citado pelo apóstolo João em sua 3ª epístola é um triste exemplo de um nicolaíta, e no texto de 3João 9-11 se destaca um dos grandes motivos para se agir de tal forma: “gostam de exercer a primazia entre os irmãos”.
“3Jo 1:9 Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida.
“3Jo 1:10 Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja.
“3Jo 1:11 Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus.”

Satanás tem usado e muito este espírito desejoso de primazia, para desviar os cristãos da sã doutrina, dando-lhes mestres autoritários e que não amam a humildade, a mansidão e a exata Palavra da verdade, pela qual somos salvos e santificados.
Ele tem chegado ao extremo de dar à Igreja nestes dias até mesmos pastores envolvidos com feitiçaria, com maçonaria, e que não amavam a Palavra da verdade, pois estão interessados em muitas outras coisas, menos em confirmar os crentes na verdade do evangelho.
O que tem facilitado este trabalho de infiltração é o modelo de governo das Igrejas no qual os crentes devem apenas seguir ao líder supremo, e aceitarem todas as suas palavras e decisões como verdadeiras e bíblicas.
Os líderes nicolaítas modernos têm sido tão bem sucedidos em sua obra, que lograram neste tempo do fim, conduzir a Igreja à apostasia na qual aqueles que professam ser cristãos têm por sua vez, escolhido os seus mestres segundo o comichão que sentem em seus ouvidos, conforme profetizado por Paulo em 2 Tim 4.3, porque o padrão que vigora presentemente é o de não se dar ouvido à sã doutrina, senão à falsidade e mentira que os nicolaítas vêm semeando por décadas, e que trouxe a Igreja à sua presente condição.
O esforço dos Reformadores em libertar a igreja do jugo dos opressores, para que pudesse viver na liberdade para a qual fora libertada por Cristo, a saber, a de viver o puro evangelho, está tendo o seu trabalho perdido nestes dias, especialmente quando muitos segmentos entre os evangélicos, sobretudo o carismático, tem se sujeitado a mais uma nova liderança, a saber, a dos prelados da Igreja Romana, e do Papa, pelo ecumenismo que está em pleno curso, e ao qual têm aderido muitos líderes evangélicos – sobretudo pastores e cantores, que estão contribuindo com isto para a formação da grande igreja mundial que dará acolhida ao Anticristo.